terça-feira, 20 de outubro de 2009

O post perdido

Só pra não contribuir ainda mais para o abandono do Disparate, a autora aqui resolveu filosofar sobre as perspectivas de vida.
Ah, se Sócrates me conhecesse...

Voltando pra casa, depois das sagradas aulas de "Guten Morgen' do sábado matutino dei de cara com as minhas duas vidas. Sim, é um mais um. A vida que eu realmente tenho, e a outra que as pessoas acham que eu tenho.
Não sou tão boa de números, todos sabem. Por isso foi tão difícil dividir o eu de verdade, pelo eu que pareço ser.

Quando voltei à realidade estava parada no farol esperando o entregador de Coca Cola me chamar de "princesa". Era tudo o que eu precisava no momento. Que sublime! Que gentileza!Que romantismo inrustido naquele suspiro sacana do rapaz que, em seguida falou: Eu comia fácil.

E é facil mesmo. A vida, não eu. Decidi viver a vida que as pessoas querem que eu tenha, e esta sinceramente é a melhor de todas. Porque a nossa vida narrada e assistida pelos outros não tem sofrimento, sapato apertado, ônibus que atrasa mais de uma hora, falta de sexo, de elogio, grana curta e solidão. A vida deles pra mim é a mais fácil, com mais dinheiro e com uma coleção de Melissas que me custaram uma bagatela. Pra eles, os outros, os distantes, os nossos telespectadores e gossips de plantão eu não tenho medo, eu não choro e nem me descabelo pelo tédio. Em partes eles estão certos. Na parte das Melissas, acredito.
E deve ser isso mesmo. Somos o que parecemos e ninguém está nem aí quando esbarram na gente nessa selva de pedra. É bizarro dizer selva sendo que selva mesmo não tem ninguém, só mato ou só pedra. Eita ditado do censo comum...


E com esses pensamentos inertes, a procura de diversão em crônicas passei no blog de jornalista amigo meu e percebi que talvez, ele também esteja fudido. O rapaz do Crato não vai dizer o que realmente lhe apavora, o que lhe anseia e nem se a expressão "Estou confusa", escrita em mais uma de suas crônicas, foi dita pela sua companheira que o deixou talvez no metrô lotado na Consolação. Pelos posts, o querido precursor do manguebit deve estar em apuros, mas confio no poder da cachaça que lhe fará esquecer o recente galho ou, quiçá o pé na bunda. É bem provável que ele também tenha essas duas vidas. Se não, tu disfarça muito bem, Cabron!

E sem querer ser igual mas já parecendo, digo aqui mais uma asneira mas que confirma a paranóia ou a filosofia: Me perdi na aparência, no limite do cartão de crádito e na cultura universitária. Mas prometo que voltarei a me enlouquecer na futura redação.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Caridade

Eu daria muitas coisas por ele agora. Tudo não. Só aquelas que eu pudesse chantagear meu próprio ego. E outras que você já deve sub-entender.

Daria minha coleção de canetas coloridas, minhas garrafas de Coca-Cola sabor cereja que me trouxeram da Alemanha, meus papéis de carta doaria às crianças da APAE ou à alguma ONG que pratique sustentabilidade ou marketing verde.
Por ele eu faria. Não faria média. Faria muito. Muito de não comer carboidrato depois das seis, correr todo dia e não mais só na quarta e sexta e cortaria o doce de final de semana.

Tá bom, eu perdi. Ai de mim ter que arrumar o quarto todos os dias, organizar os sapatos e fazer as unhas toda quinta-feira. Para quem faz a cada quize dias, toda semana é um desaforo.

Não porque ele merece. Mas porque talvez eu mereça abrir mão das futilidades e regrinhas medíocres para tê-lo. Existem momentos que percememos que não vamos ser maisbem realizados ou menos bem comidos e/ ou reconhecidos se não desistirmos dos caprichos.

Por que quando ele me olha, me pega pela cintura com aquele perfume de essência madeirada na camiseta preta, eu quero mesmo é que as formigas comam todo meu chocolate, minhas cadelas comam todos os meus biscoitos, que meu quarto mofe por inteiro e que meus sapatos se percam junto com as botas de Judas. É ele. Ponto final.
Prontofalei.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

So over

I´m so over that
so over, so foolish, so desgustin that the only think that I can is look this
feeling this
like this
by this
I´m walk arround thinkings, theories, recomendigs. And what I found?
anything, nothing, no one to help. because I need some help, some faith some youth. cause mine I lost a long time ago.
But anyone pretends it
anybody tell me
for while, I´ve forgot my ego, what a fucking Ego? Is this someting to eat? Cause until now,he doesn´t came.
But I came. Eating chocolates, buying useless things, drinking stranger drinks, and staying he.
what about you? There is something anoying you a lot? If there, I´m easygoing abou it.
Let´s do it again! As black eyed peace sing
let´s do it
let´s do it
get stuped, don´t stop it.
Because your problems just interesting to yourself. Sorry, I can´t help you.
The play has just begun

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

All that you need

Money is everything in life. Who tells money doesn´t bye dreams?
Then I say: Money byus the house of dreams, the car of dreams, the clothes of dreams and more things.

But the only things the money cant´s buy is trustworthiness, love and faith and person worthness.

I´ve got many things without needing it: a colorfull shoes, uselles souvenirs and clothes that weren´t tied in me very well.C´mom! I´m woman! And womens when are on PMS (premestrual syndrome) buy things that won´t use even if they would go to a costumer party. Sometimes I get this things. But I don´t fault the PMS and i know I´m very anxious and I´ve always been a spendthrift.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Posso mandar um salve?

Aqui vai um recadinho medíocre às assessorias de comunicação de S. Paulo que se cotovelam e disputam um cliente para prestar serviços de comunicação aos magnatas que acreditam que um memorando pode mesmo informar tudo. Prestar serviço de informação é com agente mesmo. Mas o que não desce na minha garganta e, penso que também não na garganta de outros amigos é a falta de respeito das agênciazinhas para com os candidatos que quase humilhantemente disputam uma vaga de 500 reais. Quinnhentos contos é pouco mesmo. Mas nada é tão enfurecedor do que a cara de pau destas assessorias a seguir, as quais são tão folgadas a ponto de marcar entrevista pro mesmo dia e pedir que envie antes um texto de 3 laudas sobre técnicas de reforma da madeira, ou algo do tipo. Esta aqui eu até perdôo porque eu, educada que sou, já avisei que não participaria.
Gostaria muito de voar no pescoço deles. Não porque me não deram a vaga, mas porque não tiveram a capacidade de mandar um e-mail agradecendo a minha participação no processo seletivo.
O troféu da categoria “muita folga” e “não estou nem aí” vai para a LACAN, uma empresa de comunicação interna e assessoria de imprensa e que, na entrevista já manda o candidato fazer uma clipagem de mais ou menos 10 sites e, de quebra, uma sinopse de notícias para eles, sei lá, enviarem para o mailing-list do dia seguinte. Fiquei uma hora e meia trabalhando para os caras e nem pude falar que aquilo foi um freela.
Quanto à Victory, sem comentários. Geralmente a empresa que possui RH poderia utilizar então as ferramentas da área e mandar um email de agradecimento. Se estas empresas que possuem um “recursos humanozinhos” não sabem falar “brigado, ow otário” imaginem as microempresas?
Meus pêsames à Madia Mundo Marketing, Bares SP, 2 call Telecomunicações, Mandarim Comunicação, Editora Escala, Fatto Comunicação 360º (achei péssimo o slogan de 360º se eles não sabem dar meia volta e agradecer o candidato), Global Maps, Colégio Graffien e Alice Ferraz Comunicação.
Ainda acreditei na bondade do psicólogo responsável pela empresa CS7, que me disse que daria um retorno sobre a vaga. Por ser um profissional da psicologia e atender pacientes, pensei que pudesse entender o que se passa na cabeça de uma jovem estudante a procura de um emprego. Até dei uma moral para ele quando disse que inúmeras empresas não davam este esperado retorne que ele, por entender a mente humana pudesse entender o quanto um “obrigado” mudaria a vida dos semi-desempredados. Errei feio. E ele também.


As empresas ABDT, Mídia AB(que gostou do meu perfil, me daria a vaga mas eu, por participar de vagas mais interessantes não aceitei a proposta deles ) Vicunha Têxtil e BBEC merecem este post, pois foram capazes de ligar ou mandar o email com a bendita informação.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Aparição

Não é da minha criação e orientação religiosa acreditar neles. Mas daria algumas coisas para que eles aparecessem agora. Que me dessem um susto daqueles e me despertassem desse vazio fétido cheio de ânsia e que se chama insônia.
O medo de dormir é tão grande, que as luzes acesas que só eu enxergo lá fora em plena meia-noite me fazem acreditar que daqui a pouco as coisas mudem.


Mas lá fora não escurece, e não posso então dormir. Por isso daria minha atenção a eles. Se possível, um só. Um espírito só. Uma sensação só. Um calafrio só. Que fosse, só pra não perder o costume da perfeição que almeja o capricorniano, que este espírito ou aparição fosse ele. O carioca-mineiro que fez meu coração parar de bater por 3 segundos e que me fez suspirar perto dele e gemer de prazer. Mas não queria ele assim esta noite. Queria-o diferente. Queria que me fizesse dormir. Quem sabe, como um bebê mesmo. Que dorme num sono profundo depois de uma mamadeira com efeito derruba leão.


Queria-o calmo. Sem excitação. Sem ficar sem jeito ao lado dele. Queria até mesmo ele de roupa. Pode ser de samba canção e meia azul marinho. Com bafo do bife de cebola que comeu no jantar. Mas eu queria deitar no colo dele como deitava no colo do meu pai quando via uma minhoquinha lá no terreno de casa. Aquilo me fazia contorcer de tensão por horas. Tremia sem parar. E só parava de chorar quando papai me pegava no colo e me fazia esquecer dela cantando a música do peixinho. Gozado é que peixe come minhoca, mas naquela época eu nem fazia essa idéia de como funcionava a cadeia alimentar. Mesmo com 7 anos e já pesando bastante, eu precisava do colo dele e das palavras de mentirinha que cessavam o meu desespero.
É assim que eu queria ele agora. O carioca. Não o meu pai. Existem em momentos na vida que agente pode achar uma pessoa com as características do pai, mas que agente pode aproveitar de outras mais tarde.


Então eu o queria desse jeito. Se possível, que viesse como uma aparição. Um fantasma, uma perturbação noturna que tira o sono da gente e que nos deixa com medo de ir ao banheiro de madrugada e tenta guardar tudo para amanhã de manhã. Queria outros calafrios dele. De temor. De terror. Que então chegasse e me fizesse sentir que estou envolvida numa inércia gelada, ríspida, mas que fosse aconchegante e macia como seus braços de verdade.

E por que ele agora? Para me fazer acreditar que a insônia vai se cansar e vai embora pra casa e dormir. Que o tédio que está brincando lá fora vai desistir de me chamar e vai correr para a casa do vizinho. Que a solidão do meu quarto vai sair num tiro só em busca de companhia e que, a neurose que fico por causa das maravilhas que não me acontecem vai esquecer que eu existo.
Enquanto isso, mais três dedos de Dreher e um cubo de gelo, por favor.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Era só o que faltava

Como se não bastasse a decisão do STF que desmerece a obrigatoriedade do diploma de jornalista, o Google e o Youtube agora dão uma mãozinha para avacalhar ainda mais.
A parceria entre o maior site de pesquisa e a maior videoteca do planeta dispõe vídeos com conceitos práticos do jornalismo e técnicas de reportagens para quem acha que ser jornalista é só gostar de escrever, ter ganhado prêmios de concurso de redação no ensino fundamental e estar munido de câmera fotográfica e celular a qualquer hora.

Para fazer jus a função do meu futuro ganha pão, vou deixar aqui o link para que vejam esta bizarrice. É uma espécie de EAD (ensino à distância) que pretende formar novos profissionais da área.

Um jornalista esportivo disse esta semana que conhecimento neste país não leva a nada. Talvez ele esteja realmente certo. Pra quê então quatro anos de faculdade se hoje, com 15 min por dia durante uns 6 meses, por aí, podemos ter ratos de internet se dizendo repórter e dominando o conceito da pirâmide invertida?

Na USP um japa pega sua vaga. Aqui um mouse potato pode pegar seu lugar de webwriting.
Hey amigos jornaleiros, vamos pensar em empreendimento.
Demorô!

http://www.youtube.com/reporterscenter